O que aprendemos sobre os insetos do nosso bairro

Outubro de 2015

O Grupo de Trabalho Arborização e Agricultura Urbana juntamente com o Grupo de Trabalho Água, do CADES Pinheiros, realizaram, em 22 de outubro de 2015, um encontro sobre manejo de insetos comuns no bairro, com a presença de especialistas. A comunidade pôde esclarecer dúvidas e saber mais sobre os procedimentos atualmente adotados pela prefeitura.

Celso Barbieri, do grupo SOS Resgate Abelhas sem Ferrão falou sobre a necessidade da preservação das abelhas para a sobrevivência da humanidade e apresentou as abelhas nativas brasileiras (que não têm ferrão, portanto não picam).  Ele ressaltou que o meio urbano tornou-se importantíssimo como refúgio de abelhas, pois as áreas rurais recebem muitos agrotóxicos. Nesse sentido é importante ressaltar que todos nós podemos contribuir para cuidar das abelhas, cuidando de suas colmeias ou adotando colmeias novas. Veja aqui a apresentação: Abelhas – Multiplicar para proteger – 2015-11

Helene Ueno, professora da Universidade de São Paulo e especialista em ecologia de vetores e mosquitos de importância médica, deu explicações sobre aedes (mosquito da dengue – que têm hábitos diurnos e são silenciosos) e culex (pernilongos – que têm hábitos noturnos e zumbem). Alertou para a importância do controle dos focos de reprodução do aedes e lembrou que até mesmo uma tampinha de garrafa com água pode se tornar um criadouro. Sobre os pernilongos, sua proliferação se dá sobretudo ao redor dos rios da cidade, pois a espécie se adaptou às águas poluídas e seus predadores não. Ela condenou o uso descontrolado de venenos e inseticidas domésticos, já que essa estratégia para matá-los é ineficiente (os mosquitos vão adquirindo resistência, enquanto outros insetos, como as abelhas, morrem), além de ser prejudicial à saúde humana, sobretudo de crianças. Sua recomendação é o controle mecânico com “raquetes”, telas e mosquiteiros e a eliminação dos criadouros de aedes. Veja aqui sua apresentação: Helene Mariko Ueno – Apresentação sobre mosquitos CADES-PI 10-2015

Ajax Perez, da Supervisão Técnica de Saúde Lapa/ Pinheiros da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou dados sobre demandas da população para a retirada de abelhas e os planos da prefeitura para a rápida identificação e controle de epidemias de dengue. Esclareceu que o uso do fumacê acontece apenas em casos extremos, pois o inseticida apresenta riscos para a saúde das pessoas e da fauna paulistana e não combate as larvas de mosquitos – apenas mosquitos adultos.

Após as apresentações dos convidados, houve debate. Membros do CADES Pinheiros e do grupo SOS Resgate Abelhas sem Ferrão pretendem colaborar com a prefeitura para ampliar a proteção às abelhas nativas e na disseminação de informações sobre o correto manejo de insetos.

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